Este vídeo, feito com a técnica de stop motion, foi dica da minha amiga Danila Bustamante.
A Dan entende muito de vídeo-arte, direção, edição e fotografia, e tem um excelente gosto musical. Ela é uma artista super talentosa, e quando indica algo é porque é muito bom.
Além do lirismo das imagens, da música doce, da letra graciosa e da suave voz de Oren Levie, a direção de arte do videoclipe Her Morning Eleganceé impecável.
O stop motion é uma técnica que consiste em fotografar uma série de quadros, cada um com uma pequena alteração em relação ao anterior, como a posição de um ou mais objetos, a pose do modelo e a luz. Depois, os fotogramas são arranjados (editados) em sequências de 24 fotogramas por segundo. Quando exibidos, nos dão a ilusão de movimento. Isso ocorre devido à persistência Retiniana.
Para quem gostar do trabalho de Oren Lavie, vale uma visita ao seu site.
Já tem "Coisa" andando em cima das calçadas da avenida Paulista. O piloto em cima da "Coisa" passou correndo, todo pimpão, de terno e gravata, tirando "fina" dos pedestres. Como se já não bastasse termos que dividir as calçadas com os carros que entram e saem das garagens, e cães com cara de poucos amigos, agora chegou a "Coisa" para atormentar.
Nada contra a "Coisa", mas vamos deixar claro: Cada coisa em seu lugar, casa fácil de arrumar.
Sei que a "Coisa" pode ser um meio de transporte legal, mas temos de arranjar um lugar para a "Coisa" andar.
Ontem, foi o aniversário da cidade de São Paulo, e o meu também. Sou Paulistana, já até ganhei uma música com esse nome. Nasci na avenida Paulista e minha primeira casa era no Brás, quer mais? Tenho Paula no nome, a santa fica para os fiéis.
E como a maior homenageada do dia é a cidade, deixo com vocês uma das músicas que melhor a define, do grande Tom Zé: São Paulo Meu Amor
Ontem passei pela avenida Paulista e vi esta homenagem feita por amigos da ciclista Márcia Regina de Andrade Prado, atropelada nesta quarta-feira (14/jan) por um ônibus.
Ano passado, quando estava gravando o documentário "Tá Na Roda", entrevistamos o pessoal da bicicletada, movimento do qual Márcia fazia parte.
Foi nessa época de gravações que comecei a observar melhor o que vem acontecendo nas ruas de São Paulo. Há muita coisa errada.
São Paulo é uma cidade sem ciclovias e os motoristas não obedecem à lei que determina a distância mínima de um metro e meio do carro em relação à bicicleta. É urgente uma nova educação para o trânsito. É urgente a criação de ciclovias por toda a cidade. Enquanto isso não for feito, não penso na bicicleta como um meio de transporte seguro. Gostaria que fosse.
A homenagem feita à Márcia na avenida Paulista é chamada de Ghost Bike (bicicleta fantasma). A instalação, no local do acidente onde um ciclista perdeu a vida, já é uma prática comum em várias cidades do mundo.
É triste de ver, é tocante.
Oxalá os milhares de motoristas que transitam diariamente pela avenida Paulista prestem atenção a esta bicicleta, e aprendam o que ela representa, e andem mais atentos a todos os ciclistas que pedalam pela Paulista e por tantas outras ruas da cidade, gente corajosa que luta por um mundo mais humano, e menos poluído.
A Rádio Brasil MPB On Line já tem um blog, onde a equipe que está dirigindo e produzindo este trabalho é apresentada.
Em breve, a Rádio Brasil MPB irá transmitir entrevistas com nomes importantes da cultura brasileira. Vídeos com trechos destas entrevistas e as fotos de estúdio poderão ser vistos também no blog
A audiência da Rádio já está distribuída por alguns países, inclusive fora do nosso continente.
Uma das minhas minhas paixões é o rádio, e essa paixão tem um reponsável, meu pai.
Quando criança, eu brincava de fazer rádio com um gravador de rolo que era do meu avô. Depois chegaram os gravadores portáteis com os cassetes, meu pai comprou um, e a brincadeira ficou mais fácil. Na época, a minha preferência eram as radionovelas. Eu fazia roteiro, sonoplastia, escolhia a trilha sonora, dirigia, fazia algumas vozes, os reclames, só não conseguia fazer a transmissão, se eu soubesse...
Meu pai, ah... Seu Bruno andou muito com o povo que fazia rádio na década de 50, mas nessa época eu ainda não existia.
Com o objetivo de colaborar no resgate e memória da cultura nacional, a Rádio Brasil MPB On line há três meses está funcionando em caráter experimental. E nesse período vem apresentando 24 horas de música popular brasileira de altíssima qualidade.
Desse modo, a emissora inicia uma segunda fase no mundo web, com uma proposta inovadora em sua programação. Tal iniciativa conta com a experiência de jornalistas, comunicadores e pesquisadores no sentido de reunir acervos culturais de qualidade no Brasil e exterior. A proposta de uma linha de trabalho arrojada envolve noticiários, narrativas sobre o povo brasileiro e personalidades que integram a história da nossa cultura.
Esse projeto visa tornar-se uma referência dentro e fora do país, difundindo valores artísticos, entretenimentos e formando musicalmente os ouvintes/ internautas.
Uma característica fundamental da rádio online é a interatividade. Assim, a Rádio Brasil MPB vai disponibilizar parte de sua programação para estimular o público por intermédio de sugestões e análises.
Vale a pena ouvir e prestigiar esse novo conceito em termos de cultura nacional totalmente identificado com o povo brasileiro.
LAERCIO ARRUDA - Jornalista e professor universitário; com 30 anos de atuação no mercado de trabalho em vários jornais, revistas e assessorias de imprensa de São Paulo. Autor do livro "Diário Popular - A trajetória de um jornal paulistano".
Descobri recentemente a obra de Ary dos Santos, poeta português.
Infelizmente já falecido. Mas, não, o homem morre, o poeta NÃO! Vocês duvidam?
POETA CASTRADO, NÃO!
Ary dos Santos
Serei tudo o que disserem por inveja ou negação: cabeçudo dromedário fogueira de exibição teorema corolário poema de mão em mão lãzudo publicitário malabarista cabrão. Serei tudo o que disserem: Poetacastradonão!
Os que entendem como eu as linhas com que me escrevo reconhecem o que é meu em tudo quanto lhes devo: ternura como já disse sempre que faço um poema; saudade que se partisse me alagaria de pena; e também uma alegria uma coragem serena em renegar a poesia quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu a força que tem um verso reconhecem o que é seu quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala - é tão vulgar que nos cansa - mas que dizer de uma bala num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história - a morte é branda e letal - mas que dizer da memória de uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser o poema dia a dia? - Um bisturi a crescer nas coxas de uma judia; um filho que vai nascer parido por asfixia?! - Ah não me venham dizer que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem por temor ou negação: Demagogo mau profeta falso médico ladrão prostituta proxeneta espoleta televisão. Serei tudo o que disserem: Poetacastradonão!
Boris Kovac é compositor, instrumentista e artista multimídia, natural de Voivodina, Iugoslávia. Sua música é um misto de angústia e alegria, talvez seja difícil compreender isso, dito assim. Mas, levando-se em conta que suas músicas foram compostas em meio a bombardeios, podemos refletir no quanto a arte é um dos mais importantes alimentos para a esperança, e entender como sentimentos antagônicos podem se unir numa composição musical.
Com letras subversivas e irônicas, suas melodias percorrem o jazz, tango, valsa, klezmer, rumba, e a tradicional música do folclore dos Bálcãs. Boris Kovac é o líder da La Campanella Orchestra, formada por baixo, violão, violino, percussão, saxofone, clarinete e acordeom. Em suas apresentações, Boris Kovac anuncia: "Esta é a última noite antes do fim do mundo." E convida o público para a última dança: "Pode ter parado de chover mísseis, mas eles podem voltar em breve."